Software para oncologia e acompanhamento hematológico: números comparáveis de ciclo em ciclo
O software para oncologia é julgado no quarto ciclo, e não na primeira consulta: as lesões-alvo diminuíram, a fadiga subiu um grau, o marcador caiu? A hematologia faz a mesma pergunta sobre hemoglobina, plaquetas e INR. Este guia mostra o que o registro de acompanhamento deve conter, como o atendimento corre no OPALEVI e onde ele termina.

Pontos principais
- O acompanhamento nas duas especialidades é comparação ao longo do tempo: guarde cada valor em seu próprio campo, com a sua unidade.
- Além do IMC, o OPALEVI calcula aqui três coisas: a soma dos diâmetros-alvo do RECIST (com a contagem de lesões), a contagem absoluta de neutrófilos e a superfície corporal impressa no resumo do tratamento.
- Ele não estadia, não julga nem prescreve doses: o grupo de estadiamento, a resposta ao tratamento e toda dose são lançamentos do próprio clínico, e nenhum valor é comparado com um intervalo de referência.
- Dois documentos levam o trabalho para fora da sala: o resumo do tratamento oncológico para os colegas e o cartão de anticoagulação que o paciente guarda.
Sinais de que o seu acompanhamento de oncologia e hematologia superou cartas e planilhas
A maioria dos serviços começa com cartas ditadas e uma planilha mantida por uma enfermeira cuidadosa. Meses depois do início de um tratamento, as duas se afastam:
- O estadiamento perde a edição. “T2 N1” foi escrito, mas segundo qual manual?
- A toxicidade vira adjetivo. “Tolerando bem” e “mais cansado” não se comparam; graus, sim.
- A soma das lesões é refeita à mão a cada exame, e uma lesão não alvo escorrega para o total.
- Os hemogramas vivem fora do prontuário. A anotação diz “hemograma estável”; os números estão na planilha.
- O cartão de INR é um pedaço de papel, e o histórico de doses da clínica difere do do paciente.
Nas duas especialidades, o achado costuma ser uma direção: caindo, subindo, estável. O registro deve mostrá-la sem redigitar um número.
O que um registro de acompanhamento em oncologia e hematologia deve conter
Primeiro decida o que cada atendimento precisa captar, seja qual for o sistema que você use:
| Campo | Por que importa |
|---|---|
| Códigos TNM com prefixo e edição | Um T2 significa o que o manual indicado diz; c, p ou yp distingue um estadiamento clínico de um patológico. |
| Resultados dos biomarcadores | Cada marcador testado, com o seu resultado, e o detalhe (variante, escore) de que o tratamento depende. |
| Intenção, linha, esquema e ciclos realizados | Em que ponto do tratamento o paciente está e como foi cada ciclo. |
| Graus de eventos adversos | Um grau CTCAE por efeito, para que a toxicidade se compare entre ciclos. |
| Lesões e suas medidas | Alvo e não alvo separados, para que só as lesões-alvo entrem na soma. |
| Estado funcional e um marcador tumoral | ECOG e o marcador pelo qual o tumor é acompanhado, com a sua unidade. |
| Hemograma, ferro e coagulação | Hemoglobina, leucócitos, plaquetas, ferritina e INR como números, nunca como “normal”. |
| Metas de anticoagulação e histórico de doses | A faixa almejada e cada controle, em uma forma que o paciente possa levar consigo. |
O registro guarda; o clínico decide
O software deve armazenar um estadiamento, um grau ou um INR exatamente como foram digitados. Se uma resposta é parcial ou se uma dose deve mudar é julgamento do clínico responsável.
Um atendimento de ciclo oncológico no OPALEVI, passo a passo
Tome um paciente prestes a receber o ciclo 4 de 6 no departamento de oncologia do OPALEVI para hospitais. As palavras em negrito são rótulos da tela.
Agendamento e véspera
O ciclo 4 é agendado em Adicionar agendamento; marque Enviar ao paciente um lembrete por e-mail na véspera para que o paciente receba um lembrete por e-mail na véspera.
Sinais vitais
Um enfermeiro digita peso, altura, temperatura, saturação de oxigênio, pulso e pressão arterial em Sinais vitais (o OPALEVI calcula o IMC) e, depois, Marcar como pronta para o médico.
Estadiamento e marcadores
Em Diagnóstico e estadiamento, escolha o Prefixo TNM, os códigos T, N e M, o Grupo de estadiamento e a Edição do estadiamento; o que os códigos não comportam, como (sn) ou R0, vai em Descritores TNM. Resultados dos biomarcadores recebe um resultado por marcador testado; os marcadores não testados ficam vazios.
Tratamento e toxicidade
Defina a Intenção do tratamento e a Linha de terapia, digite o Esquema e o ciclo (“4 de 6”) e acrescente a linha de hoje em Ciclos realizados. Graus CTCAE recebe o pior grau desde o último atendimento para dez efeitos e recusa um grau acima do máximo de um efeito: a náusea não pode ser 4.
Lesões, estado e plano
Marque cada lesão no Mapa da lesão, escolha o grau do ECOG, digite o marcador tumoral com a sua unidade, selecione a Resposta ao tratamento e escreva o plano.
Imprimir e encerrar
Escreva a Receita, depois imprima o Resumo do tratamento a partir do cabeçalho do atendimento e use Agendar um retorno para o ciclo 5.

O mapa das lesões e a soma RECIST
Em Lesões (RECIST 1.1), cada marca na figura do corpo é uma lesão com o seu tipo, órgão e medida. Uma Lesão-alvo recebe o seu maior diâmetro, ou o eixo curto de um linfonodo; uma Lesão não alvo pode trazer um tamanho, mas a sua caixa de alvo fica esmaecida. O OPALEVI mostra a Soma dos diâmetros-alvo, ignorando as marcas não alvo, e o número de Lesões marcadas. Isso é aritmética: a resposta continua sendo uma escolha sua, e a soma de hoje não é comparada com a basal.
ECOG e o marcador ao longo dos atendimentos
ECOG entre os atendimentos e Marcador tumoral entre os atendimentos traçam os valores anteriores deste paciente no departamento ao lado dos de hoje, quando existem dois, sem faixa nem linha de meta. Uma deriva do ECOG 1 para o 2 aparece sem abrir cada atendimento.
O resumo do tratamento
O Resumo do tratamento é a folha para um colega ou para o próximo hospital: diagnóstico e TNM com a edição, biomarcadores, intenção, esquema e ciclos realizados, estado funcional, resposta, marcador, as lesões e a tabela CTCAE. Peso e altura são impressos com a Superfície corporal (Mosteller), apenas uma medida: nenhuma dose é calculada a partir dela.
Hematologia: hemogramas, o esfregaço e o cartão de anticoagulação
O departamento de hematologia tem um registro próprio, o Acompanhamento hematológico, e uma faixa de sinais vitais do enfermeiro com saturação de oxigênio, glicemia e pulso.
O esfregaço em palavras
Um esfregaço é descrito, e não medido; por isso, Sangue periférico tem três caixas de texto, Eritrócitos, Leucócitos e Plaquetas, com as frases salvas da clínica.

Hemograma, ferro e coagulação como números
Hemograma recebe hemoglobina, leucócitos, plaquetas e a porcentagem de neutrófilos, e o OPALEVI calcula a Contagem absoluta de neutrófilos a partir dos leucócitos e dessa porcentagem. Ferro e vitaminas e Coagulação recebem ferritina, saturação de transferrina, B12, folato, INR, TTPa e D-dímero. Nenhum é comparado com um intervalo de referência, e todos são digitados a partir do laudo do laboratório, mesmo o do seu próprio laboratório.
Hemoglobina entre os atendimentos e Leucócitos e plaquetas entre os atendimentos traçam a tendência.
Anticoagulação, transfusão e os mapas
Anticoagulação guarda a indicação, o agente, o INR-alvo mínimo e máximo, a duração prevista e o Registro de doses: data, INR, Dose semanal ou esquema e Próximo controle por linha. O Cartão de anticoagulação o imprime para o paciente. O OPALEVI nunca diz se um INR está na faixa e nunca ajusta uma dose.

Transfusão registra o componente, as unidades e a data: uma entrada por atendimento, e não um registro de banco de sangue. Exame físico recebe baço e fígado abaixo do rebordo costal e o mapa de Linfonodos palpáveis, cada linfonodo com tamanho, consistência e dor. Sangramento na pele marca petéquias, púrpuras, equimoses e hematomas.

Trabalhando com o laboratório, a radiologia e o resto do hospital
Com dois ou mais departamentos, algumas ligações importam:
- Encaminhamentos dentro do hospital. Encaminhar a um departamento envia uma solicitação com um Motivo clínico para a lista de Encaminhamentos do departamento receptor, onde Assumir a agenda; quem enviou a acompanha em Solicitações feitas neste atendimento.
- O laboratório. Se o laboratório do próprio hospital trabalha no OPALEVI, peça o hemograma no cartão Análises do atendimento e leia a resposta em Resultados das análises (software para laboratório de análises clínicas).
- Imagem e biópsias. A tomografia que mede as lesões vem da radiologia, com o seu PDF anexado em Documentos do atendimento; muitos pacientes chegam após uma biópsia endoscópica (software para gastroenterologia), de uma clínica torácica (software para pneumologia) ou com um PSA em alta vindo da urologia.
- Cartas para fora. A Carta de encaminhamento nomeia o destinatário, a urgência, a pergunta e os achados e acrescenta o diagnóstico e a terapia do atendimento.
Faturar este atendimento cobra a consulta; as faturas já vêm ativadas desde o cadastro. Esses registros começam abertos à equipe clínica autorizada a ler registros; Privacidade dos registros, em Configuração dos departamentos, pode passá-los para O departamento ou para Somente o médico, ou seja, quem estiver atribuído a cada registro. A recepção lê o histórico de atendimentos somente se o hospital ativar essa opção; o financeiro nunca. O Histórico de alterações guarda quem mudou o quê e quando.
Perguntas a fazer antes de escolher um software para oncologia
Faça-as a todo fornecedor, a nós inclusive, e teste as respostas em um tratamento real.
| Pergunta | Uma boa resposta | OPALEVI |
|---|---|---|
| O TNM é guardado com o seu prefixo e a edição? | Códigos, prefixo e manual indicados. | Sim: prefixo, T, N, M, grupo de estadiamento e edição. |
| Calcula o grupo de estadiamento? | Clareza sobre o que é calculado. | Não: o grupo de estadiamento é escolhido pelo clínico. |
| Soma corretamente as lesões-alvo do RECIST? | Lesões não alvo fora da soma. | Sim: as marcas não alvo são ignoradas. |
| Atribui a resposta RECIST? | Uma regra declarada, ou nenhuma. | Não: a resposta é uma seleção do clínico. |
| Calcula doses de quimioterapia? | Um módulo de dosagem testado, ou um não claro. | Não: a superfície corporal é impressa no resumo; as doses são escritas pelo oncologista. |
| Resultados de laboratório preenchem o registro de hematologia? | Uma ligação direta com o laboratório. | Não: os valores do hemograma são digitados; solicitações e resultados ficam no módulo de laboratório. |
| A transfusão é acompanhada? | Componente, unidades, data; idealmente por bolsa. | Em parte: um componente, unidades e data por atendimento. |
| Como o preço cresce? | Conhecido antes de assinar. | Por profissional com uma conta ativa; ciclos, pacientes e atendimentos não o alteram. |
A página de preços traz os valores e a página de recursos todos os módulos. A lista de verificação do comprador de software para clínica passa por faturamento, proteção de dados e período de teste.
Uma primeira semana de oncologia e hematologia no OPALEVI
Primeiros passos, na tela Hoje, lista o que falta configurar.
Cadastre-se e marque os dois departamentos
Cadastre-se como hospital e marque oncologia e hematologia; a página do departamento de oncologia lista o que o seu registro contém.
Serviços e papel timbrado
Adicione os serviços e os preços (consulta, atendimento de ciclo, revisão de esfregaço) e Configurar o cabeçalho dos relatórios, para que o resumo e o cartão levem o seu nome.
Um tratamento real
Digite o estadiamento, os biomarcadores e os ciclos de um paciente; marque as lesões da última tomografia e confira a soma com o laudo.
A equipe
Convide os colegas: enfermeiros, recepção e laboratório, cada um com o seu perfil.
Registre os mesmos valores em todo atendimento
Os gráficos precisam de dois atendimentos com valores. Registre o ECOG, o marcador e o hemograma todas as vezes, e a direção aparece a partir do segundo acompanhamento.
Perguntas frequentes
O que é um software para oncologia?
Um programa que mantém estruturado o acompanhamento de um paciente com câncer: estadiamento TNM com a sua edição, biomarcadores, ciclos, graus de eventos adversos, medidas das lesões, estado funcional e marcadores tumorais, além de receitas e cartas. Os atendimentos passam então a se comparar ao longo de todo o tratamento, enquanto todo julgamento clínico continua com o oncologista.
O OPALEVI calcula o estadiamento, a resposta RECIST ou a dose?
Não. Ele soma os diâmetros das lesões-alvo e conta as lesões, calcula a contagem absoluta de neutrófilos e imprime a superfície corporal (Mosteller) no resumo do tratamento. O grupo de estadiamento, a resposta ao tratamento e toda dose são digitados pelo clínico, e nenhum valor é comparado com um intervalo de referência.
A recepção pode ver as anotações de oncologia e hematologia?
Não por padrão. A recepção agenda, interna e recebe pagamentos; ler o histórico de atendimentos é uma configuração do hospital que começa desativada, e o financeiro nunca lê registros clínicos. Entre os clínicos, em um hospital com dois ou mais departamentos, a Privacidade dos registros pode limitar esses registros ao departamento ou ao clínico a quem cada registro está atribuído.
Os hematologistas podem usá-lo em um tablet durante a visita à enfermaria?
Sim. O OPALEVI é usado no navegador, portanto um tablet, um celular ou um computador funcionam, sem nada para instalar. Uma tela estreita recebe a navegação em uma barra na parte inferior, o que permite ao hematologista consultar o último INR à beira do leito.
Podemos testar antes de pagar?
Sim: o cadastro abre um teste gratuito, sem cartão. Registre um tratamento real e imprima um resumo do tratamento e um cartão de anticoagulação. Se você não assinar ao fim do teste, nada é cobrado e você continua podendo ler o que registrou.
Como o OPALEVI é cobrado para um serviço de oncologia?
Você paga por licenças: uma licença é um profissional cuja conta no seu hospital está ativa, e pagar por um ano reduz a mensalidade. Pacientes, atendimentos, ciclos e departamentos nunca são contados, de modo que abrir uma clínica de hematologia ao lado da oncologia não acrescenta nada, a não ser que entrem novos profissionais. Veja a página de preços.



